13 novembro 2017

RESENHA NEGATIVA: PLAYFUL KISS (K-DRAMA)


Olá!
Hoje diferente de todas as resenhas que escrevi, vim dar a minha opinião sobre um drama clássico e que divide as opiniões. Eu vou fazer um post sobre os dramas que eu flopei, mas esse em especial vou fazer uma resenha, porque acho que isso deve ser falado. Eu pensei mil vezes depois que assisti esse drama se iria ou não postar aqui a minha opinião, porque algumas pessoas que pensam diferente de mim não conseguem entender o que falo sobre o drama e a cultura do machismo em 90% dos dramas. Esse post contém spoiler!!! Sem mais delongas vamos lá...

16 episódios + 6 especiais/ Exibição: 2010
Sinopse: Como uma garota que está na pior turma do colégio quer conquistar a atenção do garoto mais inteligente e popular? Ha Ni se apaixona por Seung Jo desde o momento em que coloca os olhos nele no primeiro dia de aula. Ele é um pacote completo - alto, atlético, bonito e todos os estudantes o inveja por obter a nota perfeita em todas as provas. Mas a afeição de Ha Ni não é retribuída, mesmo com seu esforço energético para conseguir sua atenção. O destino os coloca debaixo do mesmo teto quando um terremoto destrói a casa da família de Ha Ni, e eles vivem temporariamente na casa do amigo de infância do pai dela, que é o pai de Seung Jo.

Minha opinião (senta que vem textão): Esse drama é inspirado no mangá Itazura na Kiss que é super famoso junto com as versões de outros países. Assim como Boys Over Flowers é um dos clássicos que 80% dos casos são os primeiros doramas que as pessoas assistem, ou como eu assistem depois, por ser um drama que todos falam e que está na lista dos mais vistos nas plataformas.

Porque eu decidi assistir?
Eu assisti Boys Over Flowers e apesar de não gostar do personagem que o ator Kim Hyun Joong fez eu tinha achado o ator lindo e queria assistir um drama em que ele falasse mais, fosse alegre, mais ativo, etc. Até esse momento eu não sabia sobre a vida pessoal do ator e nem tinha visto comentários ruins sobre ele e o drama. Só elogios, de como o personagem de Playful kiss era lindo, fofo e o casal e história eram incríveis.

Vou tentar falar o que eu ainda lembro e citar o que eu não gostei. Primeiro que fui na expectativa de encontrar um personagem menos rude e alegre e dou de cara com uma pessoa fria e que menospreza os outros. Eu pesei: ok, deve ser começo de drama e com o tempo ele vai mudar. Nada feito a impressão que eu tive foi que ele foi ficando pior. Também foi difícil gostar da personagem principal porque nos 16 episódios é ela correndo atrás dele literalmente. Eu fui assistindo e me perguntando onde estava aquela história linda que as pessoas falavam e me forçando a assistir porque era um casal tão toxico que eu precisava ver tudo.

VAMOS FALAR SIM SOBRE RELACIONAMENTO ABUSIVO
Relações abusivas são caracterizadas por jogos de controle, violência, ciúmes, abstinência sexual e frieza emocional. É difícil identificar uma pessoa abusiva. Costuma ser esperta e pode facilmente fazer com que você pense que não é boa/m o suficiente e que tudo é por sua culpa. É tão difícil recuperar-se de um abuso emocional como é de um abuso físico. O abuso emocional provoca baixa auto-estima e depressão. Uma pessoa abusiva pode dizer que ama você e que irá mudar, portanto você não tem que deixá-la. No entanto, quanto mais vezes você a recebe de volta, mais controle ela ganhará sobre você. Promessas vazias tornam-se a norma. Tenha certeza de prestar atenção em suas ações e não apenas em suas palavras. Relacionamentos abusivos nunca são abusivos no início. Leia mais aqui
As pessoas que amam esse drama não consegue enxergar o quão perigoso era o relacionamento do Baek Seung Jo e da Oh Ha ni. 
- Ele constantemente falava que ela era burra e nunca ia querer ficar com ela;
- Ela corria atrás dele, mudando seus gostos, sua vida, seus amigos, etc; 
- Quando ela fazia algo legal, por exemplo cozinhar ele jogou no lixo insinuando que ela não sabia fazer nada, ok ele pode não ter gostado mas ele sabia que ela tinha feito com carinho;
- Quando ela ficava plantada esperando por ele no trabalho e ele vendo isso, ele preferiu fingir que ela não estava ali;
- Havia um homem que gostava muito Oh Ha ni, e num momento ela tentou ficar com ele. O que Baek Seung Jo fez? Jogo psicológico;
- Havia uma mulher que gostava do Baek Seung Jo e ele sempre mostrava ou falava o quanto essa menina era melhor que a Oh Ha ni;
- Eles se casam e ai eu pensei que "agora vai" não gente, ele continua desmerecendo e a chamando de burra;

Isso é um pouco do que eu lembro. Eu já tinha pegado raiva do protagonista no primeiro episódio e tentei não ficar com raiva da Oh Ha ni, porque era nítido que ela tinha a auto-estima baixa e que pessoas que estão no relacionamento não conseguem ver certas coisas. Só assistindo pra entender a pena que da dela nos 16 episódios. 


Ai tem gente que comenta que "é só ficção". Não é, isso é real. E pior do que isso existir na vida real são os telespectadores que acham essa história linda. O prota como o homem ideal e achar que ela estava certa apesar de sofrer abuso psicológico constantemente ela tinha que correr atrás do grande amor da vida dela. Fora que ele era muito frio e não esboçava emoção.

Vamos para um outro ponto nos dramas em geral...
Em todos os dramas até os que amo, teve momentos que eu não concordei como um homem deve tratar uma mulher. Como beijo roubado, puxar pelo braço, empurrar na parede, não deixar que a mulher fale com outros homens, atender o celular dela, não deixar mostrar as pernas, cenas de ciúmes em público e etc. Isso é meio que cultural lá, mas são coisas que eu entendo aquilo como errado e se não for algo que estrague a história do drama, eu sigo assistindo. Assim como séries americanas e novelas brasileiras vão existir homens/ mulheres que não codizem com o que a gente acha certo. Então porque eu odiei tanto Playful Kiss? Porque o foco era ela correndo atrás dele, 16 episódios com 1 hora cada e ele sendo escroto com ela. 
Ainda tem o rolo do ator de agressão com a ex namorada. Tudo isso só me fez pegar raiva dele e não assistir nada com essa atriz (apesar de saber que ela não tem culpa). Existe uma segunda temporada que eu passei longe, há quem diga que a versão Tailandesa é melhor, mas se o enredo é o mesmo pode ser que seja menos pior. 

Então é isso, eu queria ter falado muito mais mas já faz um tempo que assisti. Foram as piores 16 horas da minha vida haha.

29 outubro 2017

VEGETARIANISMO/ VEGANISMO X ELITISMO


Olá!
Hoje eu vou abordar um assunto que além do "e as proteínas?" é sempre questionado no meio do movimento e principalmente fora. Atualmente os veículos de comunicação estão dando mais espaço e incentivando a vida sem o consumo de carne animal e derivados. Ok que incrível, mas como a população de baixa renda que trabalha, estuda, dorme 5 horas por dia iria aguentar sem carne? Esses questionamentos levam à crer que ser vegetariano e principalmente vegano é coisa pra quem tem tempo, dinheiro e disposição. 

(Deixando claro que o que está escrito aqui é a minha opinião e como eu exergo isso tudo, paz!)

Voltando no tempo na época da escravatura, a carne era exclusiva dos senhores que tinham dinheiro (por isso há a história da feijoada criada por escravos com restos da casa grande, mas há várias versões e ninguém sabe ao certo se isso é verdade), comer carne era status social. O tempo foi passando e isso não mudou, fortalecendo ainda mais a ideia de quanto mais carne no prato, mais dinheiro a pessoa tem.
Como isso está infundado na cabeça das pessoas, o cidadão de classe baixa lutou ainda mais pra colocar carne no prato da sua família.  Acredito eu que com a ascensão da carne no publico de classe baixa, as pessoas de classe alta estão tentando se diferenciar ao não consumindo tanta carne. Tanto que hoje você fazer uma festa de casamento por exemplo com churrasco é "coisa de pobre".
Outro fator também é a representação que 80%  do digital influencer vegano é branco e de classe média e alta (pelo menos os que eu tenho conhecimento) com suas comidas lindas no feed do Instagram. Eu hoje depois de quase 4 anos consumindo esse tipo de conteúdo consigo diferenciar "receita de pobre e de rico". 
Eu Carolyne acredito que o movimento muitas vezes é divulgado de forma inadequada como:
- Dar ênfase ao consumo de linguiça, salsicha, produtos industrializados que são caros;
- A gourmetização dos alimentos, mostrando de forma que a pessoa de classe baixa já pense que não é pra ela; 
- Não dando ênfase a como se alimentar em lugares do cotidiano como shopping, almoços em família e até mesmo em churrasco;
É bem óbvio que comprar legumes é bem mais barato que carne. Mas as pessoas estão tão presas ao ponto de precisa de carne pra viver que não se atenta a esse detalhe e também por essa representatividade "errada".
Outra coisa importante é que ser vegetariano/vegano não está associado a ser saudável e consumir produtos orgânicos. Muito se falam desses produtos mais saudáveis e que sim as vezes são 3x mais caro que o convencional. Com essa associação as pessoas tendem a firmar ainda mais que ser vegetariano/ vegano é caro. 
O movimento é lindo e cheio de amor, mas precisa ser mostrado mais como se aplica isso na vida de uma pessoa que faz trabalho pesado, que trabalha e estuda, etc. Eu hoje sei que alimentação sem carne ao contrário do que as pessoas pensam da mais energia, mas descobri com o tempo e lendo muito. Ok, existem inúmeros atletas que são veganos mas não representam um grande número de pessoas. 

Eu consumo esses produtos sempre? Não! Minha alimentação em casa é baseada em grãos, legumes, frutas e etc. Esses produtos como linguiça vegana é muito esporádico. Frequento feiras veganas que é bem mais barato que restaurante vegano (mas existe restaurantes self- service em SP barato também) e tento fazer leite vegano em casa porque industrializado é caro e só acha em mercados grandes. Entrando nesse ponto, que esses produtos não se encontram em qualquer mercado. Eu por exemplo que moro no extremo leste de SP não acho NADA vegano (a não ser gãos, frutas e legumes haha).

Resumindo: na prática o vegetarianismo/ veganismo não é privilégio e pode ser aderido por qualquer pessoa porque é sim mais barato. Pensa o quanto economizaria se não fizer a compra de carne do mês? Infelizmente ele na maioria das vezes é mostrado para quem tem tempo, acesso à produtos e lugares caros. 

Nós que tivemos o despertar de não consumir carne devemos acolher essas pessoas, mostrando que é possível. 

29 setembro 2017

MINHA ORGANIZAÇÃO 2017


Olá!
Sei que estou mega atrasada e mesmo já preparando meu planner de 2018 vim mostrar como estou me organizando esse ano.
Antes de mais nada esse planner lindo da Hello Kitty tamanho A5 eu comprei aqui.

Tenho 4 divisórias que pra mim são o suficiente porque eu não uso esse planner em todas as áreas da minha vida, tenho um pra trabalho, idéias e etc.


Então na primeira parte da divisória de visão mensal e semanal, tenho uma página para as metas do mês e uma página da visão mensal que preencho tipo calendário. 


E em seguida tenho a visão semanal em duas folhas, porque eu listo quase tudo no meu dia. Esse insert de unicórnio é o que pretendo usar no mês de Outubro mas geralmente é insert simples que eu decoro com adesivos e washi tape (fita decorativa).


A divisória do financeiro eu uso como caixa de entrada no dia a dia pra depois passar pra uma planilha no computador.


A divisória que mais amo que é a de metas e sonhos anuais. <3


A última divisória eu uso para "controle dos meus hábitos" mais conhecido como tracker ou habit tracker. Cada pessoa tem uma forma de layout, tem planilha, pintar quadradinho, dar um certo na frente, etc. Na foto acima com adesivos (cinza: ok, vermelho: não fiz) é a forma onde eu me dei melhor depois de testar vários layouts. Além do refri, controlo meditação, exercícios, trabalho, ciclo menstrual, sem ovo e leite, etc.


Além da régua que uso entre as semanas para ficar mais fácil de encontrar.

Bem resumidamente é assim que me organizo nos meus dias. Todos os inserts e divisórias você encontra aqui.

Me segue no Instagram onde posto mais sobre minha organização semanal.


Beijos mágicos~*